da Bélgica deu-lhes algum dinheiro e, de alguma maneira ainda não conhecida, o governo brasileiro concedeu-lhes um pedaço de terra virgem. Ao chegarem, após cinco anos, começaram a produzir, pesca área para pertencê-los. Foi assim que a história começou. A floresta foi desbravada e a plantação cultivada. Após o prazo estipulado, a sua primeira safra de café foi inteiramente destruída pela geada. Depois desse evento, tudo ocorreu assim novamente e a agricultura foi se desenvolvendo, ano após ano. No início da década de 1900, Joannes, sua esposa e alguns filhos voltaram definitivamente para a Bélgica. Parte da família permaneceu no Brasil. Sabemos que Petrus (Pedro) e Theophilo (Teófilo) continuaram a exploração das terras. Joannes faleceu em 13 de outubro de 1908. Conforme o relato de Dona Irene M. Herman de Oliveira (03/01/1983), apresentado por Adauto Herman, tomamos conhecimento do seguinte.

Em 1801, viajaram no lombo de burro até Livoreira. Eles se instalaram na comunidade chamada Fazenda, na área dos Felipes, dedicando-se ao cultivo do café. Em 1901, os Herman compraram uma área de terra na “Guaiquica” (nome da região que deu origem ao denominador da fazenda adquirida pela família) (Figura 2). Eles desbravaram a mata (300 alqueires) para o cultivo do café, construíram a primeira casa, que se instalou a fazenda e a produção de café. Tudo em madeira. Após o casamento, Jan Frans e Mathilde retornaram à Bélgica, levando sua filha Celeste. Vana e Clotilde, outros filhos ficaram no Brasil. Com o falecimento de Krobcky (Henriqueta Krobcky) e Theophilo Herman (Teófilo) e sua esposa Emma van de Velde passam a comandar a fazenda. Não produziram mais a genealogia dos Herman. Limitamo-nos a publicar algum registro, extraímos como os recebemos da Bélgica, através de Evandro Francheschi. Nenhum documento contém o nome de algum dos filhos do patriarca Joannes Franciscus Herman (Jan Frans), assim como registros da família de Pedro e de Teófilo Herman (figura). Em 1914, Teófilo viajou à Bélgica com sua família para pagar um período de férias e fugindo do recrutamento para o Brasil devido à eclosão da 1ª Guerra Mundial. Após o conflito, ele montou a sua própria empresa de torrefação de café em Erechim sob o nome de Estrella Brasileira (posteriormente simplificado para Estrella) (Figuras 3 e 4).

Pedro ficou com a Fazenda Guaiquica (posteriormente chamada de São Pedro), onde produzia e exportava o café para a sua terra natal. Victor voltou à Bélgica, onde se casou com Emma Hawn. Em 1914, eles retornaram à Fazenda Guaiquica, construíram um armazém com dois barracões (depósito) para estocar café para a colônia da propriedade, local onde também funcionava a primeira sala de aula. Foi nessa área que, em 02/09/1912, foi inaugurada a Estação Ferroviária da Guaiquica (Figura 6). Os outros irmãos de Pedro, Teófilo e Victor tomaram outro rumo. Holiodor comprou um sítio com cosmópolis. Léo adquiriu uma área na propriedade na região e Ernesto retornou à Bélgica. Figura 8 e 9, os registros de parte da família de Joannes Franciscus Herman com as suas duas...

 

Retratos de Engenheiro Coelho       Site: p 8-8